sexta-feira, 30 de março de 2012

Maria-Isabel mexiqueira!

Bom, a cozinha mexicana é muito diferente da que estamos acostumados no Brasil. Todavia, é muito saborosa. Aqui eles contam com o que chamam de "salsa", que é um molho feito com chile (pimenta). Comer sem salsa é como comer sem sentir o sabor da comida. Se não estiver "picoso", não é comida mexicana.


Mais uma vez dormimos na casa da Anabel e depois de uma saidinha pela noite e um mergulho na piscina numa manhã linda, fomos preparar algo para comermos. Todos já haviam pedido para que eu preparasse alguma comida típica do Brasil ou da minha região/estado. Como sou muito orgulhoso de ser piauiense, resolvi fazer Maria-Isabel para a gente. Aos que não sabem que prato é esse, é um arroz feito com carne-de-sol. Assamos a carne-de-sol e depois cozinhamos o arroz junto com a carne. Eu tentei explicar para Ana e Jessie como era a receita. Elas gostaram da ideia e decidimos fazer esse prato mesmo.


Só tivemos que fazer uma pequena mudança. Até que tinha um pouco de carne normal, mas era bem pouquinho mesmo. A maior quantidade era de "carne enchilada". E o que seria isso? O que é bem típico do México? -PIMENTA!!! É uma carne que já vem apimentada. hahahahaha Nem estranhei muito quando me falaram porque aqui já encontrei até pirulito com pimenta. hehehehehehe 


Quando comecei a assar a carne, subiu um cheiro muito bom. As meninas já ficaram dizendo que a comida sairia "muy rica!". Aqui, as comidas gostosas/saborosas são ricas. Ana pensou que a gente cozinhava o arroz em uma panela diferente e quanto eu vi ela colocando o arroz em outra panela gritei "-Nooooooooo!! Tienes que cocinar juntos!". Ela se assustou um pouco com meu grito e me perguntou o que eu tinha que tava nervoso! hahahaha Na verdade, tava só um pouco ansioso para saber como sairia a comida "mexiqueira" e se elas iriam gostar do prato piauiense adaptado ao contexto mexicano. No final, todos comemos muito! Estávamos tão cheios que passamos um tempão sentados esperando que a comida fosse digerida um pouco. Pense numa mistura que deu certo! E ainda deu pra matar um pouco da saudades de casa! *-*




                    








quinta-feira, 29 de março de 2012

Deu saudade da cajuína...

Assim que cheguei aqui em Acapulco, experimentei Yoli, um refrigerante que só é vendido aqui no estado de Guerrero. É um refrigerante, ou refresco como dizem em espanhol, que tem um sabor de limão, muito próximo ao sabor do Sprite. Instantaneamente, como um piauiense orgulhoso, lembrei da saborosíssima Cajuína. Não devido ao sabor do refrigerante, mas sim por conta da sua comercialização bem restrita.
                 
Como bom piauiense, adoro tomar cajuína. Claro que estou sentindo muita falta dessa iguaria nordestino! Apesar de a Yoli ser vendida somente aqui em Guerrero, a cajuína se sobressai muito mais exótica! Feita de uma fruta tropical e com um sabor tão diferente de todos os outros refrigerantes, a cajuína encanta não só aos piauienses, mas a várias pessoas de outros estados brasileiros e até estrangeiros também. A bebida tá ganhando espaço que já fazem até no Ceará e Rio Grande do Norte. Talvez há em outros estados nordestinos também, mas com certeza o sabor único e incomparável será sempre da piauiense...
                  
Ir assistir aula é uma coisa já corriqueira. O que que saiu do meu convencional foi encontrar CAJÚ aqui em Acapulco! Isso mesmo! Encontrei cajú no caminho da universidade. Na verdade, o pé de cajú está na frente da minha unidade acadêmica, porque como já expliquei, as unidades acadêmicas ou centros acadêmicos, estão separadas. Não estão em um mesmo campus. Eu quase caio para trás quando vi que eram cajús mesmo! hahahahahahaha Saí gritando pra todo mundo que a fruta era muito típica no meu estado e que fazíamos um "refresco" natural "muy rico". 
                 
Aqui, o cajú é "marañona". Fui tentar explicar como se fazia a cajuína (el refresco de marañona) e muitos ficaram curiosos e pediram para que eu fizesse cajuína. hehehehehehe Aí, tive que explicar que apesar do processo parecer simples, é um processo artesanal e não é tão fácil como parece. Mas eu gostaria muito saber e poder fazer cajuína para que os mexicanos experimentassem o pouco do Piauí...










                   

quinta-feira, 22 de março de 2012

Taxco: el pueblo mágico

Assim como o Brasil, o México está repleto de lugares bonitos, interessantes e cativadores. Acapulco continua me surpreendendo sempre! Seja pelos lugares, pessoas ou comidas que conheça. Pense num lugar arretado de bom! No estado em que estou, Guerrero, já havia conhecido a capital, Chilpancingo, e no fim de semana passado (17 e 18/03), conheci mais uma cidade, "Taxco, el pueblo mágico"!
           
A viagem foi muito boa! Fui com o Luiz Sergio, o piauiense de Piripiri, Anabel e Jessie, ambas estudantes de turismo e que estão na mesma unidade acadêmica que o Luiz. Adoro sair com esse pessoal. Toda vez que saímos, é diversão garantida! Começou no próprio dia da viagem. Nosso ônibus saía às 07:05. E às 07:05 saiu mesmo, sem atrasos! Jessie me disse que chegaria às 06:30, que foi o horário que combinamos. Já Anabel, demorou um pouco mais para chegar. Quando liguei pra ela às 06:45, era a hora que ela estava acordando! kkkkkkkkkkkkk Pegou um pouco a mais no sono! Nós três saímos no ônibus das 07:05 e ela ficou pra pegar o das 08:30. Passei todo o caminho fofocando com a Jessie! hahahahaha Eita coisa boa! =P
            
Os 20 - 30 minutos de trecho antes de chegar à Taxco é repleto de curvas. Eu cheguei um pouco enjoado depois de rodopiar várias vezes! XD  Aproveitamos o tempinho que demorou para a minha amiga de sala Monica chegar e nos recepcionar para que eu pudesse tomar um pouco de ar mais sossegado para ver se o enjoo passava. 
           
A primeira diferença foi nos táxis. Que eles são praticamente todos fusquinhas nem já é surpresa. O que me chamou a atenção foi que os carros não tinha o acento dianteiro do passageiro, só o do motorista. Como é que pode? Eu cá comigo pensei: "Que raro!" (Que estranho!). Mas no final conseguimos todos nos organizamos no fusca para irmos ao hotel deixar as malas.
          
A segunda diferença foi nas ruas. São muito estreitas, porém, encantadoras. As ruelas são muito bonitas e te dão um ar histórico muito forte. Como não conheço cidades históricas brasileiras, não poderei fazer comparações. Mas creio que as cidades em Minas Gerais também sejam deslumbrantes. 
            
Taxco é uma cidade muito famosa por a prataria barata. Eu fiquei impressionado com o preço da prata super, hiper, mega, extremamente em conta! Se eu não estivesse morto de liso e não fosse estudante universitário em intercâmbio com bolsa de estudos, teria comprado muito mais prata! hahahahahaha Espero voltar lá pra comprar um pouco mais de prata. E pra conhecer as Grutas de Cacahuamilpa, que está aproximadamente a 1 hora de Taxco. Só de ver pelas fotos já me encantei com o lugar. Então, antes de voltar para o Brasil, conhecerei as grutas e verei a possiblidade de comprar mais prata! hehehehehehe As fotos de Taxco estão ótimas! A igreja é lindíssima! E pra terminar a tour pela cidade, sorvete com os amigos...













 











terça-feira, 20 de março de 2012

O segundo terremoto que senti em Acapulco



Hoje (20/03), foi um dia muito fora do normal. Amanhã é feriado aqui no México e a minha unidade acadêmica resolveu antecipar o feriado para hoje. Eu tive alguns problemas com os meus cartões e fui a uma agência tentar resolver meu problema. No banco, disseram-me que não poderiam fazer nada e que o problema tinha que ser solucionado por alguém da minha família que estivesse no Brasil.
 
Como eu estava próximo à minha unidade acadêmica, resolvi verificar se havia alguém lá para me ajudar, para que eu não voltasse para a minha casa que estava muito longe. Já estava muito emburrado porque o banco não pode fazer nada por minha situação. Então, tive que pedir pro meu pai resolver o problema por mim. Estávamos conversando há muito tempo e nada diziam. E quando diziam alguma coisa pra ele, era uma informação que eu já sabia! ¬¬'
 
Na direção da unidade acadêmica estavam eu e a diretora. Quando menos esperava, meu mundo meio que começou a girar e pensei que estava tonto ao ponto de desmaiar a qualquer momento! Que nada! Era um terremoto! A terra começou a se mexer como se fossem as ondas do mar! Quase morro do coração! A sensação foi muito esquisita! Pensei que o chão fosse se abrir! A diretora me disse: "Tenemos que salir de la dirección!". Não pensei nem duas vezes! Segui-la até que o tremor parasse. Esse foi o segundo que senti estando aqui. O primeiro foi depois de 2 semanas que cheguei aqui, só que não foi tão forte. O de hoje foi muito mais forte. Os segundos que durou o terremoto pareceram uma eternidade... Tive a sensação que demorou varios minutos! A sorte foi que eu não estava em um prédio. Espero não presenciar outros até voltar pra casa! Graças a Deus e a Virgem de Guadalupe, não aconteceu nada demais!
 
Meu depoimento está no site do Portal da Clube:

PS: A foto é só pra demonstrar minha felicidade depois do que passou, mas não foi tirada hoje.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Na praia com amigos

Muitas vezes, situações corriqueiras se transformam em momentos inesquecíveis. Uma caminhada com amigos, um simples ida à praia ou ao shopping ou a qualquer outro lugar; tomar um sorvete, ir ao cinema... Eu costumo sempre dizer que não importa o lugar onde você está, mas sim com quem você está. Lugares considerados maravilhosos sem companhia bacana se transforma no pior lugar de todos. Da mesma forma que um lugar que não é tão valorizado pode se transformar num paraíso se você tiver com uma pessoa/galera bacana.
 
Como estamos em uma cidade litorânea, geralmente me convidam muito para ir à praia. Mesmo já tendo ido várias vezes, sempre que possível aceito os convites. As pessoas aqui são muito receptíveis e amigáveis. Estão sempre conferindo como estou, se estou gostando, se quero ir a algum lugar, se já experimentei tal coisa. Essa "preocupação" de saber se está tudo ok me deixa feliz em saber que alguém se preocupa comigo. Estar longe da família e amigos que você tem há algum tempo não é fácil. Mas esse carinho todo que a gente recebe ajuda a aliviar um pouco a saudade que sentimos de todos.
 
Estávamos eu e o Luiz Sérgio com a Graciela, uma estudante daqui que passou um semestre em intercâmbio na UFPI no semestre passado. Estávamos passeando quando recebi uma mensagem da minha amiga Génesis nos dizendo que a Jessie estava convidando para irmos a praia. O que parecia ser mais uma ida à praia se transformou em um daqueles dias incríveis que temos ao lado dos nossos amigos. Estávamos muito bem sentados e conversando quando de repente alguém começa a chamar para irmos dar uma volta na banana. Depois de uns 10 minutos de "Vou!" e "Não vou!", resolvemos ir. A sensação de estar no meio do mar é muito boa! E o cara ainda arremessa a gente na água com toda a força! hehehehe Ficar parado no meio do mar e vendo a praia longe foi incrível! Só não foi tão bom pra minha amiga Jessie que perdeu um dos brincos de ouro que sua mãe lhe deu! kkkkkkkkkkk Coitada! hahahaha Todos bebemos pouca água. Afinal, não estávamos esperando ser lançados ao mar!
 
Depois de voltarmos a praia, ficamos rindo e discutindo para ver quem tinha bebido mais água ou não e quem tinha batido em quem na queda! hahahahaha 10 minutos depois já estávamos nos preparando para a segunda rodada no mar. Essa foi mais intensa que a primeira vez. Como já havíamos sido derrubados na primeira volta, já estávamos preparados para uma queda. O que não estávamos esperando era que no percurso de volta a praia fossemos lançados outra vez a água. Gente, o cara foi louco! Não nos avisou que iria nos jogar na água e fomos pegos de surpresa! É tanto que quando voltamos a praia fomos discutir quem tinha batido em quem. Eu já tinha tido a certeza que havia batido minha boca na cabeça da Anabel, o que resultou no corte do meu lábio inferior. A segunda vez já não foi mais tão legal! hehehehe Todos tinha sido lesionados de alguma forma. Eu fui o que sofreu mais! hahahaha Mas como eu disse, foi um dos dias em que coisas corriqueiras se transformam em momentos inesquecíveis. Nada como estar com seus amigos... O que parece simples se transforma em algo grandioso e inesquecível!









terça-feira, 6 de março de 2012

La Cantada: una noche de cantante


Antes de tudo, desculpas por não ter postado mais nada por alguns dias. As coisas aqui têm sido muito corridas. Mas graças a Deus, tudo está dando certo. Não canso de dizer que estou adorando a cidade e, principalmente, as pessoas. Meus amigos têm feito diminuir ou ao menos amenizar a saudade que tenho de casa, da família, amigos...
Bom, aqui em Acapulco é muito comum encontrar um "canta-bar". Eles estão espalhados por toda a cidade. São muito divertidos e muito procurados. A diferença dos outros bares está no próprio nome: seus clientes podem cantar. São bares com sistema de karaokê. É muito bom ir a esses bares quando clientes como eu não inventam de cantar! hahahahahaha Sim! Minha performance foi terrível! Ainda bem que tive minhas amigas Jessie e Anabel me ajudando no "gogó". kkkkkkkkkkkkkk
O ruim para nós brasileiros é que quase todas as músicas estão em espanhol. Têm algumas poucas em inglês e menos de 10 em português. Como as em português são as músicas de Roberto Carlos e não sou muito fã. Mesmo sabendo que ele é considerado um rei no Brasil, não conheço tanto suas músicas. Então, o jeito foi me divertir, porque cantar mesmo não canto, com "Rolling in the Deep", da Adele. Eu, Jessie e Anabel não passamos tanta vergonha porque lá ninguém liga muito pro quão ruim é o seu desempenho! hehehehehe Mas fomos melhores que muita gente! hahahahaha
Acho que se tivesse um bar desse tipo em Teresina-PI, faria o maior sucesso. Acho que vou abrir um quando voltar pro Brasil! Vai virar O point da cidade! hehehehe O bom é que você canta, diverte-se com seus amigos, bebe (caso você beba), ri muito e não se arrepende da noite maravilhosa que teve. Vai desculpando aí as fotos, mas acho que 2 não foram tiradas por pessoas digamos sóbrias! hahahahahaha